ANTROPOLOGIA DO ESCRITOR

 ESTUDO: A “VADIAGEM” NA ERA VARGAS E O CONTROLE SOCIAL PELO TRABALHO

🏛️ Contexto histórico: o Brasil de Getúlio Vargas

Durante o governo de Getúlio Vargas, especialmente no período do Estado Novo (1937–1945), o Brasil passou por um processo de forte centralização do poder e construção de uma identidade nacional baseada no trabalho.

O Estado buscava formar o “cidadão ideal”:
👉 disciplinado
👉 produtivo
👉 inserido no mercado formal

⚖️ A Lei das Contravenções Penais (1941)

Em 1941, foi criado o Decreto-Lei nº 3.688, conhecido como Lei das Contravenções Penais.

📌 Artigo 59 – “Vadiagem”

Determinava que:

“Entregar-se alguém habitualmente à ociosidade, sendo válido para o trabalho, sem ter renda que lhe assegure meios bastantes de subsistência...”

🔴 Pena: até 3 meses de prisão.

👉 Ou seja: não era necessário cometer crime — bastava não trabalhar formalmente.

🧠 O que isso revela?

Esse dispositivo não era apenas jurídico — era político e social.

📍 Modelo implantado:

Cidadania regulada pelo trabalho

✔ Quem trabalhava → era considerado cidadão útil
❌ Quem não trabalhava → era visto como suspeito ou perigoso

👉 A pobreza deixava de ser uma condição social e passava a ser tratada como desvio.

⚠️ Quem era mais atingido?

Na prática, a lei não atingia todos de forma igual.

Os principais alvos eram:

  • desempregados

  • trabalhadores informais

  • população em situação de rua

  • migrantes

  • pessoas marginalizadas

📉 Ou seja: os mais vulneráveis socialmente

🎯 Função real da lei

Mais do que combater um problema, a lei servia para:

👉 Controlar comportamentos sociais
👉 Disciplinar a população pobre
👉 Manter uma ordem social desejada pelo Estado

Isso mostra que:

❗ Nem toda lei é neutra
❗ Muitas leis refletem interesses de poder

🎶 Cultura e propaganda: o trabalho como virtude

A ideologia da época também era reforçada pela cultura popular.

Um exemplo clássico é a música:

🎵 O Bonde de São Januário, interpretada por Cyro Monteiro

Trecho famoso:

“Quem trabalha é que tem razão...”

📌 A música exaltava o trabalhador disciplinado, alinhando-se ao discurso do governo.

🔍 Contexto atual

Hoje, o artigo de vadiagem ainda existe formalmente, mas:

  • é amplamente considerado ultrapassado e inconstitucional

  • raramente aplicado

  • alvo de críticas por criminalizar a pobreza

📜 Existe o projeto de lei:

  • PL 1212/2021 → propõe revogar o artigo

🧩 Reflexão crítica

Esse episódio da história brasileira nos leva a pensar:

👉 A lei pode refletir desigualdades sociais?
👉 O Estado pode definir quem é “útil” ou “descartável”?
👉 Até que ponto políticas públicas devem punir ou proteger?

🧠 Conclusão

A criminalização da “vadiagem” na Era Vargas mostra que:

✔ O trabalho foi usado como critério de cidadania
✔ A pobreza foi tratada como problema de polícia
✔ A lei funcionou como instrumento de controle social

📌 Mais do que uma regra jurídica, era um retrato de um Brasil que buscava disciplinar sua população — muitas vezes excluindo quem mais precisava de proteção.



Nos bastidores da política salinense, o tempo não passa
ele gira em círculos.

A desistência da projeção estadual de Kinca Dias não é apenas um recuo estratégico; soa como mais um capítulo de um roteiro já conhecido. Promessas que inflam o período pré-eleitoral e se dissipam como neblina ao nascer do sol. Não chega a ser surpresa para muitos, já beira o previsível. E quando a política se torna previsível nesse sentido, ela deixa de inspirar e passa a desgastar.

A história parece ecoar o que já viveu Benoni: a expectativa construída sobre alianças que, na prática, não se sustentam quando mais se precisa delas. Na política local, lealdade muitas vezes é testada não nos discursos, mas nas desistências.

E agora, paira a dúvida sobre o silêncio do vice. Na política, o silêncio raramente é vazio ele costuma ser estratégico, calculado ou, por vezes, desconfortável. Permanecerá como escudeiro fiel ou começará a redesenhar seu próprio caminho? Porque, quando a palavra empenhada perde força, o custo não é apenas de quem a quebra, mas também de quem a sustenta.

No Legislativo, a engrenagem segue seu curso. A articulação da mesa diretora, sob a influência de Marcelo Pretone, indica alinhamento com Newton Cardoso Júnior, uma figura que, para muitos, aparece como visitante frequente em tempos eleitorais, mas distante no cotidiano das demandas locais. É o velho modelo de apoio que chega de cima para baixo, sem necessariamente criar raízes profundas no chão da cidade.

E assim, o que se desenha para os próximos anos não é exatamente uma ruptura, mas uma continuidade silenciosa. Grupos se reorganizam, discursos se reciclam, alianças se reeditam e o eleitor, mais uma vez, observa o mesmo jogo com novos capítulos, mas enredo semelhante.

A “profecia”, se é que podemos chamar assim, não aponta para grandes terremotos políticos em Salinas. Pelo contrário: indica a manutenção de estruturas já conhecidas, onde mudanças são mais estéticas do que estruturais. No fim, a política local parece seguir uma lógica própria: muda-se o discurso, ajustam-se as alianças, mas preserva-se o sistema. E enquanto isso, o futuro vai sendo decidido não pelo inesperado, mas pela repetição do que nunca deixou de acontecer.



"CONVIDAR E IR ALÉM DAS APARÊNCIAS DAQUILO QUE NOS É FAMILIAR"

Quase todas as vezes que sento para conversar com alguma pessoa idosa, sempre ouço a frase: "Antigamente era diferente, o tempo dos antigos tinha mais respeito, a gente não respondia os mais velhos... Os vizinhos conversavam mais." São tantos outros ditos impossíveis de descrever aqui neste texto. De algum fato, vivemos uma era de "mundo novo" e cada vez mais as modificações alcançam mudanças em velocidade quase inimagináveis. Com isso as mudanças aceleradas das últimas décadas, mostram uma sociedade com desafios e problemas de grandes dimensões, que muitos dos quais foram criados e se criam pelos seres humanos em convivência, como ainda veremos na formação de avanços cujos que serão denominados para o progresso social... Apesar das reviravoltas que as mudanças causam, há coisas que permanecem, e uma delas é o próprio fator que as sociedades continuam a existir. No meu cotidiano por exemplo é notável cada vez mais comum pessoas utilizarem redes sociais, para manterem contato com amigos, familiares e área profissional. " O que faço e como vivo, meu comportamento e estilo de vida fazem parte da minha individualidade, que foi construída nos autos processuais de interação e socialização pelos quais já passei". Nesses próximos anos é preciso entender que, Convivência com família, na escola, planos de estudos, religiosidade e áreas profissionais também tem grandes relações com os processos históricos, econômicos, políticos, sociais e culturalidade mais amplos... Somos produtores da sociedade e também somos produzidos por ela; Saber investigar nossas atitudes, traçam laços de um mundo social mais humanizados. Entrelaçar conexões entre o que a sociedade faz de nós e o que fazemos de nós mesmos é justamente um dos trabalhos da sociedade mais voltados para a contemporaneidade.

18-03-2019 " Falando de política, é preciso levar em conta, ainda, que na época de crise, os governantes não vêem a necessidade de cortes de gastos começando pelos seus altos salários... Com isso é possível notar com intensidade os conflitos sociais. Devido ao brutal aumento de impostos que os políticos determinam. Soma-se a isso o fato de que os governantes procuram contentar-se a nobreza e a classe burguesa, para garantir apoios e dominações. Assim, esses grupos podem aumentar a exploração sobre a classe trabalhadora, provocando revoltas..."

E O TAL LIVRE COMÉRCIO VAI... 
Hedi Wagner Barbosa


Enquanto "negócios" são fechados trabalhadores são ainda
escravizados e perseguidos no mercado de trabalho.   
Nesse artigo quero ser bem curto grosso e sincero. Na realidade, a colocação em prática das ideias de uma divisão Internacional e Nacional do trabalho e do livre comércio até hoje não produz os benefícios para todos, que desejávamos desde século passado. Pelo Contrário, apenas serviram e está servindo para aumentar as diferenças entre nações ricas e pobres, porque o preço dos produtos "agrícolas" é muito barato, em comparação com os produtos industrializados produzidos pela classe rica. Assim acontece no comércio local a mesma comparação de servidores e patrões, os trabalhadores com salários baixos principalmente em lojas de roupas, assessórios, "lojas de vitrines" pagam mau seus servidores, fazendo sempre não terem destaques de aquisição salarial, sempre enriquecendo os compadres da classe de chefias, e muitas vezes para pagarem contas e cuidarem da sua saúde precisam optarem em empréstimos para poder saldar suas dívidas. E por tanto o circulo de livre comércio, servidores e pequenos produtores e prestadores de serviços continuam mais pobres...



NOVOS DESAFIOS PARA OS SINDICATOS NA ATUALIDADE
                                                         Por: Hedi Wagner Barbosa - Bacharel em Jornalismo


Os trabalhadores da atualidade estão vivendo em um contexto de transição do trabalho regulamentado e duradouro para formas de negação do trabalho-emprego, visto isso uma escassez e precarização. Essa situação é reforçada em múltiplas estratégias que vem individualizando os trabalhadores.
Maqueiado tornando-se flexíveis, "clandestinos", deslocando de estruturas sindicais de defesa, com reduzidos direitos sociais e políticos. 




OS SINDICATOS - "Eram"... (no futuro pretérito imperfeito) mas, ainda continuam sendo... Organizações ou entidades criadas para organizar os trabalhadores, encaminham suas reivindicações e representam seus interesses frente aos empregadores, decorrentes das políticas neoliberais, mas, interromperam o processo de conquistas de direitos e de ampliações da cidadania no Brasil. Com isso hoje os sindicatos enfrentam desafios para continuar a garantir os direitos que já eram alcançados pelos trabalhadores. 




EDUCAR OS PENSAMENTOS E CULTURALIDADE DOS NOSSOS ATOS 
                                             Por: Hedi Wagner Barbosa - Jornalista, Radialista, Locutor Anunciante DRT/MG 26.172

                                           "Toda expressão mental resulta numa formação já do outro lado..."



Mercado antigo de Salinas Norte de Minas Gerais. 
Entenda que é preciso evitar visões distorcidas, estudando um pouco sobre a Antropologia em uma das citações de Kipling, Joseph Kipling um escritor britânico [1865-1936], em uma de suas análises; Aquele que é diferente de nós está fundada no chamado RELATIVISMO CULTURAL. 
Relativizar culturalmente significa que ao falarmos sobre os outros povos, grupos ou temas, precisamos primeiro nos indagar. 
Como concebemos a sociedade a sociedade da qual fazemos parte? 
Temos como definir outros povos e culturas como primitivos ou arcaicos, civilizados ou não?
Até hoje entendo que não existe meios para tal definições... Será que alguns pontos classificações desses tipos seriam adequadas ou tendenciosas?

Mercado de Salinas, MG aos finais de semanas alem do povo
sair para fazerem as compras, se encontram para conversar.
(coisa do interior)
Precisamos refletirmos e entendermos que outras sociedades ou grupos sociais têm concepções e valores diferentes dos nossos, como acerca da vida e do mundo, como exemplo; Nem melhores e tão pouco piores. Essa vivência em processo também ensina-nos que muitos comportamentos e visões de mundo que nos cercam pareçam "naturais ou biológicas", na verdade isso são produtos da cultura que já variam em diferentes grupos da sociedade. 

Novas instalações do mercado municipal de Salinas.
Foto Extraída da internet 
Exemplo disso na cidade de Salinas e outras cidades do Brasil o reconhecimento da existência "do outro", culturas de diferentes grupos, povos e religiões da sociedade a alteridade nos mercados municipais, implicam as experiências do contato com outras culturas, a aceitação das diferenças. Essas podem ser formas de desvendar vários aspectos da nossa cultura que antes passavam despercebidas. 






É O BRASIL.
                                                                                     
                                                                                                        Por Hedi Wagner Barbosa – Radialista Locutor Publicitário.



Hoje venho aqui expor uma indignação acredito coletiva, da vivência que estamos passando. O desacreditar político de forma nacional. Já um bom tempo que nas entrelinhas dos noticiários que estamos acompanhando, a palavra mais destacada é CORRUPÇÃO.
Uma verdadeira putrefação nacional, estaduais e municipais.
A corrupção ela não é só política. Já notou quando vamos como leões para cima dos maus “representantes do povo”? Agora já notou quando agimos com a corrupção passiva, somos uma “ovelhinha” conosco mesmo.
Uma vez disse um político:
“Redes sociais não me intimidam. ”
No âmbito das informações, para entender o conceito que esta frase entrou, foi porque saiu de forma de tentar causar pavor; fazer com que alguém sinta receio; sentir-se ...
Não.
Hoje uma das ferramentas mais importantes que nós cidadãos temos em mãos para tentar sermos ouvidos, pelos políticos e autoridades como; Ministério Público e demais membros da esfera dos poderes são as redes sociais. Não para irmos direto afrontar, mas para mostrar ou dar a publicidade a forma que estamos vivendo, como; um hospital sem médicos, sem equipamentos úteis para atender a população, falta de segurança pública, falta de saneamento básico, falta de emprego. Porque ISSO SÃO DIREITOS CONSTITUÍDOS somos a nação que mais paga impostos, e temos poucos “quase zero” de recursos voltados para a população.
  Vemos na televisão, nos noticiários, dinheiro indo pelo ralo ou para as mãos dos patrocinadores de campanha.
Que país é esse, que um exame dos mais simples que tem na área de saúde, não estão marcando e não sabem em que época irão marca e que pagamos tributos para termos uma estrada de péssima qualidade, educação bastante precária por falta de investimento.

Sentiu qual é esse país com a carga tributária de 34% da renda bruta de seus habitantes, ficando na tabela dos países com a maior carga tributária do mundo e que todo esse dinheiro vai pra pagar os políticos, pra manter toda a corrupção existente e não vai realmente para a população, onde a muita criminalidade, mais se não melhora em todos esses pontos acima, não irá diminuir a criminalidade, sim esse país é o Brasil. 




MUDANÇAS SOCIAIS DE UMA SOCIEDADE
                                                                                   Hedi Wagner Barbosa Jornalista



Quase todos os dias ouvimos frases do tempo dos “zagais” ... “Antigamente era diferente, naquele tempo era melhor, a gente construía nossos próprios brinquedos, os vizinhos conversavam mais”... E tantos outros ditos, que fica impossível de citá-los neste texto.
E de fato, vejo que vivemos em um tempo diferente, que está se modificando em uma velocidade que se torna inimaginável. E além dessas mudanças aceleradas que estamos sofrendo nessas últimas décadas... A sociedade depara com vários desafios e problemas de grandes dimensões. Muitos estes criados pelos próprios seres humanos em convivência.
Visualizo que algumas “mudanças” permanecem. E uma delas é o próprio fato de a sociedade continuarem existindo, de as pessoas criarem laços entre elas, tecerem planos e os executarem. Tenho como exemplo; como que cada vez é mais comum as pessoas estarem utilizando meios interativos sociais, sites, blogs, instagram, facebook, wtahsApps e tantos outras tecnologias cibernéticas.... Para manter contatos com os amigos, familiares, namorados, namoradas, esposas, esposo... Nossa, uma infinidade de pessoas.
O nosso comportamento e estilo de vida fazem parte da individualidade, que foi construída nos processos de interação e socialização pelos quais passamos. E essa convivência na família, na escola, no trabalho e grupos sociais, políticos e culturais mais amplos.
Assim, somos produtores da sociedade e também somos produzidos por ela; nossas atitudes modelam um mundo social e são por elas modeladas. Se investigarmos essas conexões entre o que a sociedade faz de nós e o que, nós fazemos de nós mesmos é justamente um dos trabalhos que os sociólogos trazem para o tempo contemporâneo. Isso foi estudado pelo sociólogo Anthony Giddens.

Temos que estudar nossa sociedade e entender nossa vida social humana. Precisamos nos desacomodarmos. Ter ideais para provocarmos nossas boas ações sociais. Nos questionarmos ao longo da vida, trará um tempo de conhecimento ou conhecimentos daquilo eu será essencial para uma verdadeira alegre e menos sofrida na sociedade humana. Precisamos sair do mundo particular e aprendermos às múltiplas dimensões da política, da economia, da cultura, e até mesmo dessa sociedade propriamente dita... 

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